É que nem tinhas tempo de dizer mil-folhas.

"É Como Diz O Outro" surgiu de um convite feito pelo Alvim (então apresentador do 5 Para A Meia Noite) ao Henrique Dias e ao Frederico Pombares para fazerem pequenos episódios para o 5.
Posteriormente surgiu a ideia de fazer uma peça de teatro baseada nesses episódios... e assim nasceu esta peça com o Miguel Guilherme e o Bruno Nogueira.
Eu fui vê-la ao Casino de Lisboa, onde estreou e fui vê-la ao Coliseu do Porto.
Achei a peça de Lisboa mais engraçada; agora no Porto notei que acrescentaram pequenas alterações aos textos, alterações essas que davam a entender um humor forçado a cair sempre no sentido sexual. Talvez o facto de estar a ver a peça pela segunda vez também tenha influenciado um pouco... de qualquer das formas, em termos de peça, gostei mais da do Casino.
No entanto, em termos de público, aqui no Porto foi muito melhor... o público mostrou-se muito mais bem-disposto e muito mais orgânico, isto é, batia palmas nos momentos certos, sem momentos embaraçosos e transmitia aos actores um bom ambiente... um público muito mais simpático e caloroso.
No global, a peça é muito boa, vale a pena ir ver... os actores são de excelência: o Miguel Guilherme é um óptimo actor com provas dadas e o Bruno é o ou um dos melhores comediantes de Portugal.

Colocar redutor de caudal nas torneiras cá de casa!

Podem ver este vídeo para perceber a água que se poupa ao usar redutores.
Nós comprámos um kit de redutores por €6, no Leroy Merlin... mas cada um andava à volta de €1 e pouco, o nosso kit tinha três redutores de lavatório e um de duche mais três ou quatro borrachinhas para o caso de ser preciso substituir as que já temos.
São muito fáceis de colocar e em nada prejudicam a nossa utilização da água!
Temos redutores em todas as torneiras que se utilizam cá em casa.

Check!

Vantagens: poupa-se água, poupa-se dinheiro.

Ensalada Vicentina


Ontem, fui ao Teatro Da Vilarinha ver a peça "Ensalada Vicentina" (paguei o preço de um bilhete de cinema).
A peça é uma união de textos de Gil Vicente: "O Auto Da Visitação", "O Velho Da Horta" e "O Pranto De Maria Parda". E com apenas dois actores e uma estrutura de madeira a representar uma praça se criou uma peça muito boa que faria Gil Vicente aplaudir, estou certa.
Os actores: Rui Spranger e Patrícia Queirós estiveram muito bem, decorando aquelas falas de um tipo de linguagem que já não é usada e acredito que custe imenso decorar. Tenho, no entanto, que evidenciar o trabalho da actriz Patrícia Queirós que cantou a Cançoneta (extraída do Auto Pastoril Castelhano) e a Cantiga (fólio CIX v7.º do Cancioneiro Geral De Garcia De Resende) e fez uma Alcoviteira e uma Maria Parda espectaculares. A Alcoviteira, principalmente, estava perfeita. Todo o pequeno gesto que ela fazia tinha um sentido e muita graça.
Caso a Patrícia leia isto: os meus parabéns.
Parabéns também a toda a equipa pela peça que no seu todo estava muito boa, não me deixaram ficar mal ao convidar o namorado e dois amigos para irem comigo.
E, com isto, mais uma vez, me apercebo: tenho que ir mais vezes ao teatro.

Old friend.

 

I'd like to be the sort of friend that you have been to me, 

I'd like to be the help that you've been always glad to be, 

I'd like to mean as much to you each minute of the day, 

as you have meant, old friend of mine, to me along the way.

                                                                                                                 [Edgar Guest]

O raio das touradas ou o assunto que já cheira mal.


Fazendo apenas uma pequena introdução histórica e apesar de eu (enquanto aluna) e o Iluminismo (bom, a História em geral) nunca nos termos dado muito bem, quae sunt Caesaris Caesari, foi graças à corrente iluminista que muitas actividades bárbaras (criadas maioritariamente na época medieval) se extinguiram. Aqui, em Portugal, depois de várias tentativas e pedidos para as touradas acabarem (o primeiro que se conhece foi feito pelo Papa Pio V em 1567) conseguiu-se, pelo menos, em 1836 (reinado de D. Maria Pia). Depois, este cúmulo da falta de probidade foi apenas autorizado à Casa Pia e às de Misericórdia, foi criado o Campo Pequeno e outras estruturas com o mesmo propósito em vários pontos do país e chegámos ao ponto de hoje: é uma prática normalíssima que nos diverte imenso... qual luta de gladiadores no Coliseu de Roma.
Isto é o pouco que sei sobre a história desta actividade mas nem precisamos de saber nada para perceber que é algo que não se enquadra nos valores e na moral da sociedade contemporânea.
As touradas são, de facto, uma tradição (importada de Espanha), mas vamos lá ver se nos entendemos, as tradições, como sabemos, são práticas com origem nos tempos antigos onde as mentalidades e estilos de vida eram muito diferentes dos actuais. Isto porque, com o passar do tempo, o Homem tem tendência a alterar o que o rodeia, bem como a ele próprio, de modo a aperfeiçoar o seu modo de viver e pensar. A isso se chama evolução. É por isso que já não enforcamos criminosos nem temos escravos. Criaram-se e aperfeiçoaram-se valores e temos de saber aceitar esta evolução em todos os aspectos e não apenas quando nos dá jeito... sabendo, não que estamos a ir contra a nossa pátria ou contra a nossa história, mas que estamos a aperfeiçoar a nossa sociedade, a tornar o nosso país um país melhor, porque nem tudo o que é antigo é bom... e a maior tradição da Humanidade é mesmo a evolução.
Como o mal fadado argumento da tradição há muitos outros... todos eles já muito gastos, mas vamos tentar dar uma última resposta a alguns dos mais conhecidos e utilizados.
E dizem eles: “mas é que sem as touradas a raça Touro Bravo extingue-se”. Não é preciso pensar muito para perceber que isto é falso. O Lince Ibérico, a Águia-Real e outros animais em perigo de extinção nunca foram usados para as touradas e, felizmente, graças às reservas que hoje existem, estão protegidos de desaparecerem. Mas nem precisamos de ir tão longe, os aficionados que tanto afirmam amar os touros com certeza que arranjariam uma forma de proteger o Touro Bravo sem que posteriormente o matassem... ou sem que o tivessem de usar para algum fim lucrativo.
Vamos ao próximo que é de uma inteligência chocante. Diz quem defende as touradas, caríssimo Miguel de Sousa Tavares incluído: “então, não gostam não olhem”. Perante um argumento tão... vá... estúpido, nem sei bem que dizer mas tentemos isto: felizmente na nossa sociedade as coisas não funcionam assim. Melhor que ninguém saberá MST que quando algo não está bem, nós, enquanto cidadãos, temos o direito e até a obrigação de lutar para a resolução do problema... as culpas não são só do Governo e os méritos não são só de Deus Nosso Senhor. Não andamos todos a olhar para o próprio umbigo e a borrifar-nos para os problemas que nos rodeiam. Mais: ao contrário dos aficionados, quem se revolta contra as touradas não o faz por satisfação pessoal, quando nos esforçamos para que esta tortura à dignidade acabe, fazemo-lo porque sabemos que as touradas são um reflexo dos tempos onde as pessoas não tinham a capacidade e flexibilidade intelectuais para dar conta de certos valores fundamentais que agora tanto estimamos... ou se tinham, não tinham a liberdade para o exteriorizarem. Eu, ser capaz de usar a razão e o discernimento para perceber que matar um animal depois de o torturar, para simples júbilo de seres ditos mais inteligentes, é errado, sinto-me na obrigação de lutar pelo que sei ser certo. Porque a minha vida não tem lugar num qualquer mundo encantado e privado... mas no mesmo mundo que o vosso.
E podíamos estar aqui mais umas dezenas de linhas a contra-argumentar. Não me parece necessário. Parece-me fundamental, isso sim, que se entenda que, independentemente do argumento a favor da tourada, não há qualquer fundamento moralmente aceitável para torturar um animal com fins de entretenimento.
O meu desejo é que se perceba que o assunto está esgotado, que não há mais maneiras de explicar isto, que é algo demasiado evidente e que as touradas são um problema de todos nós e não apenas de quem dedica mais tempo ao assunto.

[Setembro 2011]
Ana Duarte

Harry Potter: a maratona.

Spoiler alert!

Pois que aproveitei as férias de Verão para, entre outras coisas, ver todos os filmes do rapaz que sobreviveu. Os sete primeiros pedi emprestados e o último (a segunda parte do último) ainda consegui ir ver ao cinema.
O primeiro filme (Harry Potter And The Philisophers Stone) achei que é um filme mais virado para o público infantil, um filme agradável e bem feito, sem dúvida um bom filme. No entanto, pelos actores, pela história e, também um pouco, por alguns pormenores técnicos, é um filme ainda muito infantil. O que, de propósito ou não, nos obriga a, no decorrer dos outros filmes, ir crescendo com as personagens. Algo que realmente aconteceu para quem, como o meu querido namorado, ia a correr às livrarias comprar os livros e esperava ansiosamente pelos próximos enquanto relia os que já tinha.
Para quem só viu os filmes agora e não leu os livros, é agradável à mesma entrar naquele mundo muito simpático que é o mundo do primeiro filme.
No segundo filme (Harry Potter And The Chamber Of Secrets) é onde entra, pela primeira vez, o meu querido Dobby. *.* Este filme retrata o segundo ano em Hogwarts; já caminha para um lado mais obscuro e menos infantil. Continua a ser um filme muito previsível, no sentido em que já sabemos mais ou menos como é que as cenas vão acabar... e já se sabe que o Harry aparece sempre para salvar o dia, como disse Malfoy, mas não deixa de ser outro filme bastante interessante e que dá uma boa continuidade ao primeiro. Gostei muito do pormenor de, na Câmara dos Segredos, o Harry ter sido ajudado pela Fénix, bem como da ideia da espada de Gryffindor só ajudar quem merece.
No terceiro filme (Harry Potter And The Prisoner Of Azkaban) tenho de realçar a personagem Hagrid e as suas criaturas fofinhas, não que tenha sido neste filme que tiveram um papel principal (não sei se foi) mas porque foi neste filme que o Harry, a Hermione e o Ron conseguiram salvar uma delas da morte e foi muita giro. :) Quero também realçar a personagem Hermione que em todos os filmes teve um papel muito bom, acho que a actriz Emma Watson conseguiu fazer um excelente trabalho em todas as cenas que lhe foram propostas. Dos três, este é o meu preferido.
O quarto filme (Harry Potter And The Goblet Of Fire) é, dos seis, o meu preferido. Gostei muito da ideia do cálice de fogo (claro que a ideia foi da escritora mas ainda assim) e de como o filme se desenvolve à volta dessa ideia.
O quinto filme (Harry Potter And The Phoenix Order) é marcado pelo regresso de Voldemort. A equipa Dumbledore treina na Sala das Necessidades e inicia-se uma luta mais directa entre Voldemort e Harry. Também é um filme muito bom.
No sexto filme (Harry Potter And The Half Blood Prince) comprova-se o feiticeiro forte e espectacular que Dumbledore é. E infelizmente, é aqui que ele morre. Também neste filme se dá mais protagonismo a Snape, personagem que eu sempre adorei, já agora. O próprio filme fica com uma abordagem mais descontraída, o Harry até vai dizendo umas piadolas. O interesse aumenta... para ver como é que isto acaba.
Por fim, no sétimo filme (Harry Potter And The Deathly Hallows) a história acaba. E, deixem-me que vos diga, acaba muito bem. A qualidade do filme é excelente, todas as personagens estão impecáveis e, visto que o último livro é aqui dividido em duas partes, há mais tempo para contar pormenores... e isso enriquece o filme. O Snape revela-se aquilo que eu sempre achei que ele era: apaixonado pela mãe de Harry Potter e protector deste; e o bem acaba por vencer. De todos, o meu preferido.


Em resumo, gostei muito de todos os filmes, de toda a história, apesar de não ser o tipo de filmes que mais gosto, são bons filmes para ver; é sempre interessante viajar para um mundo mais mágico e fantástico. Aconselha-se, portanto.
As personagens favoritas: Dobby, Hermione, Snape e criaturinhas como o Fluffy, o Buckbeak, os Thestral, etc. E claro: o Harry.

Morreste-me.

José Luís Peixoto: sem dúvida, um dos meus autores favoritos.
Já li "A Criança Em Ruínas", já li a "Cal" e acabei agora de ler o "Morreste-me". Quanto mais leio mais gosto deste autor.
Tem um estilo muito actual, muito directo e ao mesmo tempo distante... que me diz muito.
Quem me dera saber escrever como ele.

Não sublinhei uma palavra neste livro porque tenho a sensação que se sublinhasse... só parava no fim da obra.

Cá estarei, sem as mesmas palavras mas com a mesma compreensão, quando este livro fizer, realmente, sentido.

Aqui fica um excerto.

Deixar de usar película aderente.

A película aderente é um derivado do petróleo e é mais plástico a ser usado... sendo que é muito dispensável, é mais um comportamento fácil e muito vantajoso. :) Eu uso-a essencialmente para embrulhar sandes ou para tapar alguma caixa sem tampa que vá para o frigorífico. Para as sandes passo a usar o papel de alumínio (até ver, é uma melhor solução) para as caixas, ou uso um prato por cima da caixa ou então como ela sugeriu uso toucas de banho! Parece-me uma solução muito mais gira; as toucas de banho também são em plástico mas são reutilizáveis, é só passar por água e estão prontas para nova utilização... principalmente se foram daquelas mais tradicionais... duram mais que as de hotel. Check!

Vantagens: poupa-se plástico (principalmente se usarmos pratos como tampas); poupa-se dinheiro. 

The last sunrise.

"That morning I was not yet a vampire, and I saw my last sunrise. I remember it completely, and yet I can't recall any sunrise before it. I watched its whole magnificence for the last time as if it were the first."

Louis De Pointe Du Lac

Entrevista com o vampiro: livro e filme.

Acho que é a primeira vez que gosto mais de um filme do que de um livro.
Literatura fantástica não é o meu estilo preferido de literatura... isso já é conhecido, contudo pensei que este livro fosse excepção; não é. Talvez porque não tenho tido tanto tempo para ler como gostaria e, por isso, demorei muito a acabar o livro... talvez porque vi o filme primeiro... não sei. Sei que a mais de meio do livro me comecei a aborrecer de o ler. A descrição começou-me a soar muito enfadonha, muito repetitiva, muito desinteressante (se calhar, volto a dizer, porque já sabia a história)...
O filme, por sua vez, é lindíssimo, o melhor filme de vampiros que já vi... não que tenha visto muitos... mas enfim, supera o Drácula, por exemplo. A história está muito bem contada, está tudo perfeito no filme, já o vi umas três vezes e vou voltar a vê-lo mais umas quantas.
No livro parece-me tudo arrastado durante demasiado tempo e acaba por perder o interesse no meio daquele drama todo que o Louis cria. Talvez não seja a melhor altura da minha vida para o ler: estou um bocadinho mais virada para coisas mais práticas e realistas, mas também é verdade que a primeira vez que o tentei ler foi há uns 8 anos atrás e nem o acabei nessa altura. Apesar de tudo o livro fica comigo, porque o considero uma grande obra, e, quem sabe, daqui a umas rugas dou-lhe outra oportunidade e outro valor.
Resta-me acrescentar: Lestat ftw.

Adeuzinho e não se esqueçam de tirar os óculos quando vão tomar banho.

O que o Cícero disse um dia.

Legum servi sumus, ut liberi esse possimus.*


*Somos escravos das leis para podermos ser livres.

Usar pasta de dentes sem ingredientes de origem animal e que não seja testada em animais.

Encontrei a pasta de dentes perfeita. Pasta de dentes Couto!
E não tem só a vantagem de não usar animais, é portuguesa! E, melhor ainda, vem daqui do lado, de Vila Nova de Gaia.
Este produto é feito à base de extractos de plantas, não usa adoçantes artificiais, fluoreto (excesso de flúor prejudica os dentes), álcool etílico, corantes, sabores sintéticos, conservantes, entre outras coisas desnecessárias e prejudiciais.
Custa menos de €2, ou seja, o mesmo preço das outras marcas tipo Colgate e Aquafresh (em alguns casos é mesmo mais barata que estas) se bem que não é fácil encontrá-la na mesma secção do que essas pastas de dentes... mas há em qualquer farmácia.
Em termos de resultados, limpa os dentes muito bem, não deixa a boca dormente, como algumas pessoas dizem, mas é um pouco forte, nada de mais e, aqui em casa, a ser usada por duas pessoas, dura mais de um mês.
Esta pasta tem quase 80 anos e dá um bailinho às outras, eu aconselho!


Vantagens: poupam-se vidas de animais, poupam-se transportes, protegemos a saúde, em alguns casos pode-se poupar dinheiro, ajudamos a produção nacional.

Check!

The story begins.

Ontem fomos ver X-Men First Class, ou seja, o início!
Eu, que não conhecia a história nem a maioria das personagens (nem me lembro de outros filmes) adorei! Mas claro, não tenho grande bagagem para dizer se alguma coisa não batia certo porque o que conheço, foi o que vi ontem.
Do que vi: gostei muito, excepto a personagem de Zoë Kravitz (Angel Salvadore) que era um bocadinho fraquinha, adorei todas! O Professor X está muito bem retratado por James McAvoy (o rapaz do Wanted), bem como todas as outras.
Tirando o facto de ter tido o namorado a ser spoiler durante o filme, foi cinco estrelas. Estou pronta para ver os próximos e ler as bandas desenhadas. ^^

Comprar apenas uma revista/jornal por mês.

Esta é fácil para mim.
Jornais não compro, vejo as notícias na Internet e na televisão pelo que jornais diários estão fora de questão. As revistas que poderei comprar é a Time Out Porto ou alguma que me desperte mais a atenção no momento da compra.
Assim, comprometo-me a comprar apenas uma por mês, se comprar!

Check!

Vantagens: poupa-se papel, poupa-se dinheiro.

Usar perfumes, para a casa, amigos do ambiente.

Vou algumas vezes ao Parque da Cidade e vou começar a aproveitar essas visitas para trazer folhas de eucalipto comigo, já que as aproveito para trazer penas que estou a juntar para fazer um brinco; tudo apanhado do chão, claro. Depois, é só pôr um pouco de água a ferver, e juntar as folhas com a água num potezinho... e colocar numa divisão (de preferência pequena e fechada) da casa.
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Feito! Apanhei folhas de eucalipto caídas no chão, cheguei a casa, pu-las em água a ferver num potezinho que tínhamos ali de azeitonas e pus na casa-de-banho... cheirinho maravilhoso.
Adoro, muito melhor que ambientadores artificiais e, bastante mais barato e ecológico! :D Penso que na casa-de-banho seja mesmo o ideal visto que é uma divisão própria para um aroma mais fresco como o do eucalipto; como é pequena o cheiro dura mais e o vapor dos banhos ajuda a que cheire mais.
Agora já sei, sempre que estiver num sítio com folhas de eucalipto no chão, toca de enfiar umas quantas na mala e trazer para casa. (:

Ouvi dizer que o bicarbonato de sódio também é óptimo para eliminar cheiros desagradáveis. Assim sendo, vou usá-lo em divisões onde quero um ambiente mais neutro... sem perfumes (a cozinha, por exemplo).
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Confirma-se! O bicarbonato resulta, elimina os cheiros desagradáveis sim senhor. Pus nuns copinhos de velas antigas e como é branquinho até fica bonito.


Check!


Vantagens: poupa-se dinheiro; poupa-se plástico (o das embalagens dos ambientadores); protege-se a saúde (os ambientadores comerciais têm montes de substâncias artificiais e o eucalipto melhora a qualidade do ar); poupa-se lixo (são substâncias biodegradáveis).

Colar autocolante "publicidade não endereçada aqui não" na caixa do correio.

Nós já tínhamos um autocolante na caixa do correio... mas já estava muito velhinho e dava hipótese de os distribuidores de publicidade o ignorarem. Pelo que fizemos outro.
Hoje em dia já não se justifica recebermos carradas de publicidade em casa... estamos constantemente a ser abordados por publicidade na Internet... na rua, etc, para quê mais não sei quantas gramas de papel por dia no correio? A não ser que seja essa a vossa única alternativa para terem papel de embrulho, não vejo outra justificação. Assim sendo, e apoiando-me legalmente na Lei 6/99, mais concretamente no artigo 3.º, fiz o meu próprio papelinho com uma "mensagem clara e inequívoca nesse sentido".

"Artigo 3.º:
publicidade domiciliária não endereçada.
É proibida a distribuição directa no domicílio de publicidade não endereçada sempre que a oposição do destinatário seja reconhecível no acto de entrega, nomeadamente através da afixação, por forma visível, no local destinado à recepção de correspondência, de dístico apropriado contendo mensagem clara e inequívoca nesse sentido."

Vantagens: poupa-se papel.

Check.

Embrulhos de prendas: com materiais reutilizados e depois: reciclagem!

Um dos grandes desperdícios de papel (e dinheiro) são os embrulhos das prendas. Principalmente na época natalícia... gasta-se muito papel que na maioria das vezes acaba no lixo. Todos nos lembramos como ficam os caixotes da rua na altura de abrir as prendas. O mais parvo é que nalguns casos esse papel de embrulho é comprado pelos consumidores.

- Não queiram que as lojas vos embrulhem as prendas que compraram. Em vez disso, utilizem o que têm em casa! Sacos de plástico: porque não embrulhar as prendas com sacos de plástico recortados? Ou folhetos de publicidade para quem ainda os recebe e já os viu... ou os papéis em geral que têm no lixo e que vão (espero eu) para reciclar... vão lá buscá-los, dêem-lhes mais uma utilidade antes da reciclagem. Se para vocês tanto faz ter embrulho ou não ter e são mais práticos... então dêem no saco de compra e tá feito! Mas digam na loja que não querem o embrulho... nem já feito nem à parte. Não há necessidade e poupa-se tanto...


Nós cá em casa usamos, principalmente, as páginas amarelas... não as usamos para consulta, e já que as recebemos contra-vontade, o melhor é aproveitar e não enviar logo para reciclar. Escrevemos os nomes dos destinatários no papel e pronto, não é cá preciso lacinho nenhum... depois da utilização, aí sim! Vão para reciclar.




- Se forem daquelas pessoas cuidadosas e calmas a abrir prendas, guardem os embrulhos!  
A minha avó há uns anos até os passava a ferro para utilizar numa próxima altura. *.* 
(Não lhe sigam o exemplo que estão a gastar electricidade sem necessidade e ainda pegam fogo ao papel. :P)

- E por favor, não comprem rolos de papel de embrulho... é dinheiro muito mal gasto.

Vantagens: poupa-se papel e, nalguns casos, dinheiro.

Check!

Fazes-me falta.

"A capacidade que tínhamos de estar em silêncio, a ler lado a lado por mornas tardes alentejanas. Ou de nos lembrarmos ao mesmo tempo da mesma frase. Ou de, num só olhar, trocarmos um discurso claríssimo sobre alguém."

"Tinhas o hábito de disparar em voz alta as frases que mais te deslumbravam, sem respeito pelo silêncio no qual os outros liam outras coisas. E eu engatilhava o melhor dos meus sorrisos amarelos, dizia «É bonito, muito bonito». E então tu entusiasmavas-te e metralhavas um capítulo inteiro. O que era muito irritante, no momento - eu estava a ler outra coisa. Mas depois, quando já te tinhas ido embora, no tempo em que era possível que te fosses embora, eu lembrava-me das tuas leituras bruscas, da rouca solenidade da tua voz, e sorria, embasbacado, para essa brusca memória tão meiga de ti."

Inês Pedrosa