"O Direito é um bolo de chocolate que se parte, pode-se partir em triângulos, em rectângulos, em bolas...
se não souber a chocolate, não faz parte do bolo."

Professor Eduardo Vera-Cruz Pinto


Desculpa vir sem avisar. 
Não, não me quero sentar, só vim buscar as fraquezas que na noite passada deixei na tua pele, os desejos que caíram no tapete da sala e os sorrisos que ficaram no chuveiro, derretidos pelo calor das velas.
Achas que mos podes dar?
Se quiseres passo cá noutra altura... se te der mais jeito assim.

Freedom's just another word for nothin' left to lose.



Só a minha cantora favorita a fazer uma das versões mais espectaculares de uma das músicas mais espectaculares de uma das artistas mais espectaculares de sempre.

Recortes do meu fim-de-semana.

Gosto tanto de ir ao mercado.

 E de cozinhar.
 
 E de estar com os meus meninos.

E sim, estive atenta ao grande acontecimento que foi o salto de Felix Baumgartner, porque 38 mil metros é obra.

Burricadas


Uma associação séria, em que podemos confiar. 
Eu sou madrinha da Carriça III e ajudava muito mais, se pudesse.
Ajudem a Burricadas.

Carlos Maciel

Gosto muito de música, como mais de meio mundo gosta.
Tenho as minhas músicas preferidas, as músicas que não gosto, os meus ídolos, os meus desagrados, como toda a gente tem.
A música é realmente uma companhia muito versátil, consegue acompanhar-nos em todas as ocasiões: nas férias, para treinar, para dormir, para ler um livro, para conduzir, para estudar... enfim, dá para tudo. 
Mas não é fácil despertar sentimentos fortes em mim, identifico-me com algumas, mas não as sinto de forma tão profunda, de forma a "mexer cá dentro", como se costuma dizer. Talvez porque é uma coisa que faço praticamente todos os dias, ouvir música, e muitas vezes faço-a enquanto faço outras... e nunca lhe entrego toda a minha pessoa. Talvez seja por isso, por ser uma actividade já um pouco banalizada. 
Bom, há excepções que confirmam regras, não é?
O Carlos Maciel é uma excepção.

A música na voz dele impõe-se a seja o que for que eu esteja a fazer na rua Santa Catarina. E fico ali, vidrada, a ouvi-lo. E acredito em cada palavra que ele canta. E tenho pena de as moedinhas que lhe dou não simbolizarem o quanto eu gosto de o ouvir. E tenho pena de ele não dar concertos, porque eu pagava com todo o prazer, para o ouvir e acho que ele ia gostar de sentir o amor do Porto, que já o intitulou de Carlos Cobain.
Não preciso de saber nada sobre ele.
É um dos meus músicos favoritos.

Ficam aqui duas covers com melhor qualidade, do Carlos.

Heart Shaped Box

Black

Música No Coração

É daqueles filmes que temos que ver pelo menos uma vez na vida, certo? Eu já tratei disso e cheira-me que vou vê-lo mais vezes.


Em 1930 uma jovem chamada Maria quer muito vir a tornar-se uma freira, num convento em Áustria, mas parece que não é para isso que ela está moldada... chega atrasada aos seus afazeres, perde a noção do tempo no meio das montanhas, é brutalmente sincera, muito alegre e muito energética.
Um dia um capitão da Marinha escreve ao convento dizendo que precisa de quem tome conta das suas sete crianças visto que não tem conseguido arranjar quem fique durante muito tempo... a madre superior escolhe a Maria. E ela lá vai... não vos vou contar o resto mas posso-vos garantir que é uma história muito bonita.



Gostei muito das músicas, das vozes, das personagens (Julie Andrews - faz de Maria - era e é uma mulher muito bonita), dos cenários...
"The more you see it, the more it becomes one of your favorite things!"

Usar apenas velas feitas por mim, com azeite/óleo usado!

Gosto muito de usar velas, apesar da utilidade que têm, hoje em dia, não ser muita. Não há lâmpada que dê o conforto e o ambiente que uma vela dá. E, além disso, são objectos de decoração bonitos, mesmo que estejam apagadas.
O problema da maioria das velas é que são feitas de parafina e a parafina é um derivado de petróleo, ou seja, é muito poluente... As velas podem ser feitas de outros materiais como a cera de abelha ou óleos vegetais, estas últimas ardem mais devagarinho, o que também é bom, visto que duram mais tempo. Para além disso, são solúveis em água o que é óptimo para limpar os copinhos onde são feitas e mesmo para limpar o chão ou alguma superfície onde a cera possa cair.
O melhor disto tudo é que aprendi com esta menina a fazer velas com óleos vegetais... usados! Foi ela que conseguiu chegar ao resultado final da maravilhosa receita e agradeço-lhe imenso por ter partilhado!
Cá em casa não uso óleo, para fritar uso azeite e o resultado é o mesmo.

Vantagens: poupa-se dinheiro, reduz-se o lixo, são mais benéficas para a saúde do que derivados de petróleo, reduz-se a poluição (que o petróleo e a própria vela desencadeiam), a vela de óleo vegetal dura mais tempo, é solúvel em água (facilita a limpeza).

Check!

Usar areia ecológica na caixa de areia.

Esta areia (há várias marcas) é composta por uns resíduos de madeira prensada, o que é óptimo visto que se trata de material natural (escolhemos sempre uma que não tenha aromas artificiais), é fácil de ver quando precisa de ser mudada visto que os grânulos se vão desfazendo à medida que são usados. O cheiro é muito suave, uma embalagem (às vezes de 8L outras vezes de 10L) dura imenso tempo. 
Tem o inconveniente da maioria das areias: espalha-se pela casa visto que se agarra às patas... mas enfim, nada que uma pá e uma vassoura não resolvam.
Quanto ao preço, é mais cara do que aquelas baratíssimas de marca branca, mas não é das mais caras, custa menos de €10.

Check!

Vantagens: diminui-se a quantidade de lixo visto que é um produto natural/biodegradável, é mais benéfica para a saúde.

Ne me quitte pas.


"Je ferai un domaine où l'amour sera roi, où l'amour sera loi."

Nota mental.

Yes master.

:)



"A única salvação do que é diferente é ser diferente até o fim, com todo o valor, todo o vigor e toda a rija impassibilidade; tomar as atitudes que ninguém toma e usar os meios que ninguém usa; não ceder a pressões, nem aos afagos, nem às ternuras, nem aos rancores; ser ele; não quebrar as leis eternas, as não-escritas, ante a lei passageira ou os caprichos do momento; no fim de todas as batalhas — batalhas para os outros, não para ele, que as percebe — há-de provocar o respeito e dominar as lembranças; teve a coragem de ser cão entre as ovelhas; nunca baliu; e elas um dia hão-de reconhecer que foi ele o mais forte e as soube em qualquer tempo defender dos ataques dos lobos."
 


Agostinho da Silva.

Criança em ruínas.

Sei que disse aqui que já tinha lido este livro... mas tive uma vontade enorme de o ler novamente... coisa que não gosto de fazer, dada as pilhas de livros que tenho por ler. Mas este autor, sendo o meu favorito, faz-me passar por cima de qualquer método ridículo-racional que eu possa ter. É o melhor. E para vos provar isso, para vos provar o tão bom que é este livro, vou abri-lo à sorte e transcrever o que estiver na página que me calhar.

"Porque o silêncio das vossas palavras vos impede
de ouvir as palavras dele dentro das vossas.
Eu fumo cigarros intermináveis e o meu olhar
desenha fumo na luz e os meus dedos largam cinza
nas primeiras exigências da primavera.
Tudo sonhei, napoleão nero, tudo sonhei e tudo
se perdeu nos braços vazios desse menino a
embalar outro menino, ah, se eu pudesse imolar-te
menino que fui e todos os teus sonhos de não
saber senão sonhar, se eu pudesse tornar-te na
memória de um que morreu antes de nascer e
que ficou no precipício de poder ter sido tudo.
Sim, a primavera, sim, chegou a primavera e a
irritação solene das andorinhas a voarem tristes.
Ardem-me cigarros entre os dedos e eu sou esta
figura de fumo a mexer-se pesado no ar da sala,
este corpo grande de fumo a desfazer-se e a ser
cada vez mais denso a cansar cada vez mais
e a recordar-me tantos rostos que quero esquecer
e tu, lídia diotima desdémona dulcineia, quando a
tua cara se o inverno se recusa onde o teu rosto,
se esta sala é só a escuridão de eu não ser nada,
chegarás da rua e trarás na face todos os sorrisos
e todos os olhares desses com que partilho a desgraça
de pertencer à espécie dita humana e que reneguei,
obrigar-me-ás a abraçar-te tocando com nojo todos esses
que desprezo como desprezo a pesta e a lepra."